Vamos debater o Cyberbullying?

Vamos debater o Cyberbullying?

Cyberbullying

O cyberbullying é uma forma de violência sistemática praticada no ambiente virtual por meio das redes sociais, aplicativos de jogos, sites e outras plataformas na internet que possibilitam as relações sociais.

A dinâmica do cyberbullying é definida, segundo teóricos, nas seguintes formas:

  • Mensagem de texto (SMS, WhatsApp, Messenger)
  • Imagem/vídeo (quando as vítimas são ameaçadas ou constrangidas)
  • Intimidação por chamada telefônica
  • Intimidação por e-mail
  • Chat room (respostas agressivas em salas de bate-papo no geral)
  • Bullying por meio de websites (com blogs difamatórios, por exemplo)

Utilizando-se desses meios, os agressores ou perpetuadores, podem criar fake news, divulgar material sensível, agredir verbalmente, ofender coletiva ou individualmente, “trollar” ou criar situação de constrangimento, ignorar ou excluir de grupo virtual, dentre outras formas.

Neste sentido, a presença dos pais é fundamental para amenizar e, finalmente, tranquilizar crianças e adolescentes vítimas de agressão virtual. Acompanhar o uso diário da internet, monitorar chat rooms, mensagens recebidas e os tipos de sites ou jogos que acessam.

É preciso obter a confiança da criança ou adolescente, demonstrar apoio e dar todo o suporte quando uma situação de cyberbullying acontecer. Ao criticar, ignorar, dar ênfase ao agressor, o adolescente se afastará guardará para si todas as situações pelas quais passa no ambiente virtual, podendo causar problemas psicológicos graves.

Quanto ao agressor, é preciso que os pais, escola e todo o círculo que o envolve possam buscar diálogo para entender o contexto social pelo qual passa e no qual está sendo criado. Crianças respondem e agem baseadas, principalmente, a partir do que observam de seus principais influenciadores, no caso os pais ou responsáveis.

Não necessariamente é uma regra afirmar que crianças perpetuadoras do ciberbullying sejam assim por conta dos pais, mas parte do seu caráter e forma de agir é baseada no que recebe no local onde é influenciada.

Nesse sentido, é preciso buscar tratamento psicológico, acompanhamento profissional e dar total suporte. Apesar das condutas inaceitáveis, tratar do comportamento alterado de modo passivo é fundamental para a mudança de comportamento.

A punição deve existir para que o perpetuador entenda que há regras e a disrupção delas leva a um castigo. Porém, as penas não podem fazer com que o perpetuador passe a ocupar um lugar de vítima. Isto é, para resolver um problema, não se pode criar outro por consequência de uma ação impensada.

É diferente do Bullying

Diferentemente do bullying, o cyberbullying não tem delimitação física. Ele acontece apesar da localização daquele que agride (perpetuador, agressor) ao que foi agredido (vítima).

É comum confundir ambos, mas o cyberbullying não tem fronteira. Uma publicação ofensiva em uma rede social, por exemplo, pode se manter ativa por anos, pois pode ser compartilhada infinitas vezes.

Apesar de as redes sociais estarem bem mais cautelosas, treinando os seus algoritmos para encontrar e excluir publicações ofensivas, ainda há muitas possibilidades de cometer e perpetuar ações de ciberbullying na internet.

Portanto, é preciso uma atenção maior para o ciberbullying, uma vez que as consequências dele podem trazer prejuízos permanentes para a vítima. Entender a diferença entre ambos pode ajudar nos cuidados a serem tomados.

Mantenha-se motivado para o Enem

O Enem está batendo à porta e, ao ler isso, vem também aquele frio na barriga com um misto de ansiedade e nervosismo, não é? Mas, calma! É normal se sentir assim e está tudo bem, estudante. Sabemos que você já chegou até aqui e, se continuarmos focados, vamos passar por essa reta final com sucesso e fazer o nosso melhor no dia da prova. E para te ajudar ainda mais, aí vão algumas dicas. 

Leia o edital atentamente 

O edital traz todas as informações relevantes sobre o exame: como é a prova, como a nota é calculada, qual é o peso de cada matéria e qual conteúdo será cobrado. Assim, preste atenção ao formato, ao número de questões e ao tempo que terá para cada uma. 

Não desanime e mantenha a calma 

A preparação para o Enem se assemelha a uma maratona. Durante o caminho, tivemos obstáculos, mas não desistimos. Agora, respeite seus limites psicológicos e não perca a motivação. Como? Faça atividade física, tenha boa alimentação e momentos de lazer.

Não se compare a ninguém 

Cada um tem uma realidade e oportunidades diferentes. Faça a sua parte, respeite seu ritmo e entenda que o processo não é perfeito. É importante ter o hábito de estudar todo dia, com organização e empenho, mas não criar expectativas e metas, como por exemplo, querer fazer todas as tarefas ou tirar uma determinada nota no simulado. 

Cuide do emocional 

Com a chegada do Enem, é natural que a pressão aumente. Assim, sugerimos que converse com os amigos e com profissionais de orientação educacional para te ajudarem nesses momentos. 

Reveja os tópicos importantes 

A jornada antes da prova está acabando e chegou a hora de avaliar se está com todos os conteúdos em dia. Se ainda não estiver, fique tranquilo porque há tempo. 

Essas são algumas dicas para te ajudar nesse sprint final. Lembramos também que nossa equipe está disponível e pronta para te ajudar. Juntos, seguiremos pulsando e conquistaremos a sua aprovação! 

Xadrez: Conheça a história e como realizar as jogadas mais famosas

Xadrez: Conheça a história e como realizar as jogadas mais famosas
 

História do Xadrez:

O surgimento do jogo veio no século VI, na Índia, com o nome de Shaturanga. Neste formato antecessor, eram necessárias quatro pessoas, formando duas equipes compostas por dois jogadores. Posteriormente, o jogo foi para a China e para a Pérsia, dando origem ao nome “Xadrez” proveniente da palavra persa “Shah”, que significa “rei”.

O atual formato que conhecemos surgiu no Sudoeste da Europa, na segunda metade do século XV. O jogo requer estratégia e raciocínio lógico, sendo praticado por milhões de pessoas por todo o mundo. Acredita-se que o xadrez tenha chegado ao Brasil em 1500, através dos portugueses.

As competições oficiais surgiram no século XIX e foram reconhecidas como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional em 2001. O primeiro campeão mundial foi Wilhelm Steinitz, um enxadrista judeu do Império Austríaco, conhecido por suas contribuições em resolver problemas e desenvolver a estratégia enxadrística.

Como jogar:

O objetivo do Xadrez é dar o “mate” no rei do jogador adversário. Este, acontece nas seguintes situações:
– Se o rei não conseguir se movimentar para nenhuma casa;
– Se não for possível colocar nenhuma peça à frente do rei para protegê-lo;
– Se não for possível capturar a peça que irá atacar a seguir.

As aberturas mais conhecidas:

 

Jornal Artéria – Edição Histórica 2020

Jornal Artéria – Edição Histórica 2020

Saiu a edição de 2020 do Jornal Artéria! Mesmo diante de um cenário atípico, nosso projeto de empreendedorismo educacional foi para frente. Todos nós tivemos que nos reinventar. Professores, estudantes e familiares se adaptaram para adquirir e debater os temas da melhor forma possível. Graças a motivação de todos, vivemos momentos enriquecedores, mesmo à distância. Confira os destaques, em nossa edição histórica do Jornal Artéria, escrito pelos próprios educandos. Clique no link abaixo para acessar:

CLIQUE AQUI

Mapa mental: Como fazer o seu de forma eficaz!

Mapa mental: Como fazer o seu de forma eficaz!

Estudar matérias diferentes não é uma tarefa fácil. Existem algumas técnicas para ajudar na memorização e organização do raciocínio de ideias. O mapa mental é um diagrama que te permite organizar diversos conceitos. Ele pode ser feito de forma escrita ou digital.

Quais os benefícios de fazer um mapa mental?

No livro “Mapas Mentais e sua Elaboração”, o escritor e psicólogo Tony Buzan explica a importância desse método para os estudos. Segundo ele, nosso cérebro encontra mais facilidade para se lembrar de imagens do que de palavras. Com isso, o registro não linear, imagens, cores e associação das palavras são características que tornam o Mapa Mental ótimo para memorização.

Como criar o seu mapa mental?

O recomendado é criar a mão, pois o cérebro retém de forma mais assertiva conteúdos por escrito. Caso prefira criar um digital, existem alguns aplicativos que podem auxiliar, como: Canva, Mindmeister, Mind Node ou Coggle.

Passo a passo:

1) Ideia central: escreva no centro, o tema principal que você vai desmembrar.
2) Setas: elas levam aos tópicos e depois aos subtópicos.
3) Ramificações: tópicos e subtópicos precisam estar bem visíveis. Explore símbolos, desenhos e códigos para diferenciar cada assunto.
4) Cores: auxiliam o cérebro a diferenciar os temas. 
5) Palavras-chave: deixam o material resumido e objetivo. Escolha palavras que te façam lembrar do conteúdo a partir delas.
6) Clareza: ao final, certifique-se de está simples e coerente, baseado em hierarquias e ordens.

Quais os erros que você deve evitar ao criar o seu mapa mental?

– Não ter estímulo visual, por isso é importante segmentar cores e formatos para cada assunto.
– Não selecionar as palavras-chave de forma estratégica, fazendo com que o conteúdo fique sem sentido.
– Não seguir uma organização radial, ou seja: do centro para as bordas.
– Não definir as categorias de forma estruturada e sistemática.
– Escrever textos ao invés de tópicos, deixando mapa confuso e sem objetividade.
– Usar o mapa de outra pessoa.

Agora que você já sabe os benefícios de criar um mapa mental para os estudos, você já pode começar a colocar essa tarefa em prática. Após escolher como você fará o seu, o ideal é começar a praticar. Que tal fazer um para cada matéria? Escolha as palavras-chave que vão te ajudar a memorizar os assuntos que cairão na prova e boa sorte! 

Nosso universo Olímpico

Nosso universo Olímpico

Participar de competições olímpicas faz parte da nossa rotina acadêmica e tem preparado cada vez mais os alunos para competir em igualdade de conhecimento e equilíbrio emocional, além de auxiliá-los a enfrentar os obstáculos do dia a dia. O desafio de ser medalhista requer dedicação, mas o grande diferencial está na combinação da vontade de aprender com a expertise do departamento olímpico.

Ao longo dos últimos anos, nossa seleção de estudantes participou de mais de 25 olimpíadas com conteúdos que abordam de robótica a medicina. É importante ressaltar que o resultado vai muito além de títulos e troféus. Ao participar, eles desenvolvem a capacidade de enfrentar desafios, ampliar conhecimentos, desenvolver o raciocínio, conhecer novas possibilidades e viver experiências únicas. Acreditamos nesta jornada, e os números nos mostram que estamos no caminho certo.

Veja nossos resultados de 2019 e 2020:

 

Ao todo, somos 227 premiados olímpicos e um departamento olímpico que trabalha diariamente para estimular e aprimorar os estudantes. Você é nosso convidado para conhecer as olimpíadas de que participamos e os benefícios que elas nos trazem.

Olimpíada Brasileira de Astronomia

A olimpíada, que já está em sua 23ª edição, superou a marca de 10 milhões de participantes e já premiou mais de 50 mil estudantes. A trajetória dentro da competição é dividida em quatro níveis, sendo os três primeiros dirigidos a alunos do Ensino Fundamental, e o quarto, para o Ensino Médio. Os participantes que fazem a prova respondem a dez perguntas, sendo sete de astronomia e três de astronáutica. Os melhores classificados representam o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e na Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2021 (OLAA).

Olimpíada Brasileira de Robótica

A OBR foi desenvolvida com o objetivo de estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas e apresentar esse universo tão rico. Além disso, também busca identificar jovens talentosos e promover debates sobre o tema. Para participar, é necessário estar cursando o Ensino Fundamental, o Médio ou o Técnico. A competição tem duas modalidades: prática e teórica, e a divisão é feita a partir do nível de conhecimento de cada participante. Ou seja, se o estudante ainda não teve contato com a disciplina ou se já estudou. As avaliações acontecem por meio de atividades práticas (com robôs) e provas teóricas.

 Olimpíada Brasileira de Informática

A OBI é uma competição acadêmica que visa a despertar interesse por uma ciência importante, que não está inserida na formação básica. Envolve atividades referentes a conhecimentos em técnicas de programação, algoritmos e desenvolvimento do raciocínio lógico. A olimpíada ocorre em três fases, sendo cada uma composta por uma prova objetiva. Os alunos são selecionados para as próximas etapas de acordo com a pontuação obtida e, ao final, os participantes que alcançam resultados mais significativos são premiados com medalhas e méritos de honra.

Olimpíada Brasileira de Física

A OBF é uma olimpíada que objetiva a consolidação dos conteúdos de Física e traz desafios divididos em três fases/níveis. A primeira etapa é composta de 20 questões de múltipla escolha de assuntos referentes ao nível dos participantes. A segunda é realizada em duas partes – em uma delas, os alunos marcam os resultados; na outra, toda a solução teórica deve ser apresentada. Na última, os candidatos devem resolver oito questões. De acordo com o resultado, são premiados. A competição recebe alunos do 8° Ano à 3ª Série do Ensino Médio.

 Olimpíada Brasileira de Linguística

A OBL é uma competição que acontece desde 2011. O objetivo é oportunizar, aos participantes, a ampliação de habilidades lógico-analíticas, intuição linguística e visão sobre os povos do mundo a partir de uma abordagem interdisciplinar. Durante o processo, os competidores participam de quatro etapas que permitem avaliar diferentes graus de envolvimento e conhecimento. Têm oportunidade de contato com um instrumento de imersão multicultural, envolvendo diversos temas do mundo das línguas, da linguagem, dos códigos e da cognição humana.

 Olimpíada Brasileira do Saber

A OBS é uma competição que visa a preparar alunos para Feiras de Ciências e Olimpíadas Nacionais e Internacionais. Assim, os estudantes de escolas públicas e privadas têm oportunidade de participar de um evento de nível internacional, em que, na segunda fase, as provas são em língua estrangeira. Ao todo, já participaram 256 escolas e mais de 17 mil adolescentes. É importante ressaltar que a OBS não é pré-requisito para participação em nenhuma olimpíada; apenas ferramenta para que a competição ocorra de modo igualitário com equipes mais seguras e preparadas.

British English Olympics

A British English Olympics é uma olimpíada internacional de inglês desenhada/certificada por doutores da Universidade de Oxford. A competição recebe alunos de 12 a 16 anos de vários países do mundo. É uma das grandes oportunidades de apreciar a multiculturalidade e a excelência acadêmica. Os objetivos dos organizadores são mensurar domínio no idioma inglês, estimular desenvolvimento de habilidades como liderança, trabalho em equipe, capacidade de tomar decisões, entre outros aspectos significativos na vida profissional.

The Marstes

O The Masters é uma competição internacional focada no universo empreendedor que funciona como uma incubadora de negócios. Na competição, os alunos têm 12 dias para desenvolver um projeto acompanhados por professores de universidades da Inglaterra. Os organizadores acreditam que os estudantes do Ensino Médio têm idade adequada para criar, inovar, executar e são suficientemente visionários para desenhar um produto a partir do zero. Ao final, são avaliados alguns aspectos como design do produto, objetivos financeiros, análise de mercado, análise da concorrência, estratégia de mercado e criatividade. O mais importante é que, além das premiações e da experiência, os participantes desenvolvem e fortalecem habilidades como trabalho em equipe, liderança, capacidade de análise e tomada de decisões.

Canguru de Matemática

Canguru de Matemática é uma competição anual destinada aos alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental aos da 3ª Série do Ensino Médio. A olimpíada começou na França e é administrada globalmente pela Associação Canguru sem Fronteiras. Atualmente é a maior competição de Matemática do mundo, com mais de 6 milhões de participantes por ano nos mais de 80 países. Ao competir, o aluno amplia conhecimentos matemáticos e é estimulado na capacidade de ter prazer e satisfação intelectual na resolução de problemas de Matemática pura ou aplicada.

Olimpíada de Quanta

A competição de Quanta foi organizada em 1994 como um evento nacional na Índia. Com grande sucesso, ela se tornou internacional no ano seguinte e atualmente conta com participação de equipes de todo o mundo, somando mais de 40 países. Diferentemente das feiras de ciências, olimpíadas ou fóruns científicos, cada escola pode participar com um time de até 7 estudantes, que participam de provas, debates sobre temas científicos, quizzes de Ciências, Matemática, problemas de Lógica e de um projeto para a construção de um barco autocontrolado. Os vencedores são certificados e premiados.

Olimpíada Pocket

A Pocket é uma série de olimpíadas sobre temas específicos que acontece ao longo do ano letivo. Os temas são baseados em pautas da atualidade, datas comemorativas, assunto  de relevância cultural, ciências, grandes eventos, autores e obras clássicas, debates contemporâneos, entre outros. O objetivo é disseminar conteúdos relevantes e boas práticas de ensino e aprendizagem fortalecendo a interação entre os interessados em olimpíadas de conhecimento.

Olimpíada Nacional em História do Brasil

A ONHB surgiu a partir de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas. Para participar, os alunos precisam estar cursando do 8º Ano à 3ª Série do Ensino Médio. A proposta visa a transformar o conceito da forma de estudar a História do Brasil, abordando temas fundamentais a partir de documentos históricos, imagens, mapas, textos acadêmicos, pesquisas inéditas e debates historiográficos. Durante a competição, são formadas equipes de 4 pessoas, sendo 3 estudantes (que podem cursar diferentes anos) e o professor de História do colégio, para embarcarem na disputa. Ao todo, a olimpíada recebe mais de 70 mil estudantes em cada edição.

Olimpíada Nacional de Ciências

A ONC é uma competição que faz parte do Programa Ciência na Escola. É uma realização em parceria de cinco Sociedades Científicas: a Sociedade Brasileira de Física, a Associação Brasileira de Química, o Instituto Butantan, a Sociedade Astronômica Brasileira e a Universidade Estadual de Campinas. Participam alunos do 8º Ano à 3ª Série do Ensino Médio. Aborda Astronomia, Biologia, Física, História e Química. O objetivo é fortalecer o entendimento dessas disciplinas e proporcionar o desenvolvimento de habilidades de competição.

Olimpíada Brasileira de Biologia

A OBB é um concurso promovido pelo Instituto Butantan em parceria com o CNPq e a Fapesp – Cetics. A competição busca despertar o interesse pela Biologia, estimulando a apresentação de soluções criativas aos problemas propostos, aproximar os alunos da universidade, permitir que descubram a capacidade de crescimento intelectual, econômico e social, além de promover intercâmbio de ideias e de experiências e estabelecer relações entre os jovens de diferentes países. A participação é exclusiva para os estudantes da 1ª, 2ª e 3ª Séries do Ensino Médio e alunos do Pré-Vestibular.

Olimpíada Brasileira de Economia

A OBECON surgiu em 2018 com objetivo de auxiliar os alunos por meio de uma educação econômica, financeira e de negócios a partir de conteúdos que não fazem parte do currículo escolar tradicional. Apesar de recente, a competição já reuniu mais de 5 mil alunos e acontece em todos os Estados e no DF. Para participar, basta estar cursando o Ensino Médio, a Universidade ou ser um profissional interessado em construir novos conhecimentos.

Olimpíada Brasileira de Medicina

A OBM surgiu a partir da necessidade de ampliar o nível de conhecimento sobre os caminhos de formação e atuação nas áreas da saúde para alunos que buscam cursar Medicina. As questões da competição estão conectadas ao que há de mais novo na área, além de cobrir diferentes aspectos e curiosidades da Medicina. Ao todo, são quatro categorias: júnior regular, júnior livre, sênior regular e sênior livre. Para participar das categorias regulares, é preciso estar cursando do 8º Ano ao Ensino Médio. Já para as livres, não há exigência.

Olimpíada de Matemática do Distrito Federal

A OMDF é uma olimpíada criada no formato de seletivas para competições regionais da OBM e do IMPA. Para participar, os alunos precisam estar cursando o Ensino Fundamental ou o Médio. A disputa acontece em duas fases. A primeira é realizada no mês de maio de cada ano na própria escola. A segunda, no mês de agosto, em local designado pela Coordenação Acadêmica para os alunos classificados na Primeira Fase. Aqui, eles estudam Matemática desenvolvendo grande variedade de questões. Como prêmio, melhoram a performance escolar.

Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico

A OBRL é uma competição que visa a aproximar escolas e estudantes do universo de jogos e desafios lógicos com ferramentas pedagógicas e metodologia que estimulam memória, criatividade, destreza e pensamento lógico-analítico. Ao participar, o aluno tem oportunidade de desenvolver a concentração para a solução de problemas, além de competir com estudantes de todo o país.

Olimpíada Brasileira de Matemática

A OBM é uma competição promovida pela Sociedade Brasileira de Matemática e a Associação Brasileira de Matemática para alunos do Ensino Fundamental, Médio e universitários. A primeira edição foi realizada em 1979. A participação na olimpíada oferece ao estudante oportunidades significativas de melhorar o aprendizado de Matemática. Além disso, o evento busca estimular a participação em competições, descobrir jovens talentos e selecionar representantes do Brasil para competições internacionais. 

Olimpíada Brasileira de Química Júnior

A OBQJr é uma atividade promovida pela Associação Brasileira de Química e coordenada anualmente pela Universidade Federal do Ceará e pela Universidade Federal do Piauí. É direcionada a estudantes do 8º e do 9º Ano do Ensino Fundamental de todo o país. Os objetivos são estimular interesse pelas ciências da natureza, em especial a Química, contribuir para a melhoria do ensino e identificar jovens talentos com aptidão para a área.

Asia International Mathematical Olympiad

A AIMO é uma organização internacional colaborativa de pesquisa em Matemática que promove uma competição com objetivos de oferecer, aos adolescentes, uma plataforma internacional para desenvolver a Matemática, a vivência de um intercâmbio cultural, aprimorar habilidades do pensamento científico, ampliar amizades e cooperação de adolescentes de diferentes países, criando uma cultura de compartilhar conhecimento.


Você sonha em fazer parte deste time? Venha para nossa comunidade escolar e seja, também, um campeão! Nosso departamento olímpico está te esperando! Clique aqui e agende a sua entrevista.

Presidentes da República Velha e seus marcos históricos

Quando falamos em República Velha, nos referimos ao período que marcou a História do Brasil entre 1889 a 1930. O início desse processo aconteceu com a Proclamação da República e o fim se deu com a Revolução de 1930. Ao longo desses anos, o país foi governado por 12 presidentes. E, para te ajudar na preparação para os vestibulares, criamos um resumo com os fatos que marcaram essas lideranças. 

Marechal Deodoro da Fonseca foi o primeiro Presidente da República e governou de 1889-1891. Durante seu exercício, onde foi eleito pelo voto indireto, esteve à frente durante dois mandatos, sendo um provisório e um constitucional, já que a Constituição de 1891 determinava que o primeiro presidente seria escolhido excepcionalmente pelo Congresso Nacional. Deodoro havia sido comandante das Armadas do Rio Grande do Sul e, com seu perfil militar, participou do cerco a Montevidéu e da Guerra do Paraguai. Seu governo ficou marcado por um final com conflitos e o fechamento do Congresso, causando sua renúncia.

Marechal Floriano Peixoto presidiu o país entre 1891 a 1894. Começou sua participação no cenário nacional sendo eleito, pelo Congresso, a vice-presidente do Brasil. Nove meses depois, com a renúncia forçada de Deodoro da Fonseca, tornou-se presidente efetivo. Entre suas ações, restabeleceu o Congresso e suspendeu o estado de sítio. Foi considerado o “consolidador da república” e lançou as bases de uma ditadura de “salvação nacional”. Ele também estatizou a moeda, estimulou a indústria e baixou os preços de imóveis e de alimentos.

Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil e cumpriu seu mandato entre 1894 e 1898. O advogado reatou as relações diplomáticas com Portugal, rompidas por conta da Revolta da Armada, reatou a paz no Rio Grande do Sul e enfrentou a Campanha de Canudos, entre 1896 e 1897. Por motivos de saúde, afastou-se do governo, quando assumiu o vice-presidente Manuel Vitorino, em novembro de 1896, o que contribuiu para a ascensão dos florianistas ao poder.

Campos Sales foi presidente entre 1898 e 1902. Ele foi responsável por instituir a política dos governadores, conhecida como política do café com leite. Sales escolheu como prioridade econômica a negociação de um acordo com a Inglaterra para a suspensão de pagamento de juros da dívida. Também criou o imposto do selo e o do consumo sobre produtos nacionais, o que não foi aceito pela população e acabou sendo vaiado ao término de seu governo.

Rodrigues Alves governou de 1902-1906. Marcado pelo apoio de São Paulo e de Minas Gerais, ficou conhecido pelo modelo político conservador e colocou-se acima dos partidos. Foi responsável pela reurbanização da cidade do Rio de Janeiro e por participar da Revolta da Vacina, em 1904, quando venceu os militares rebeldes da Escola da Praia Vermelha. Eleito duas vezes, cumpriu o primeiro mandato (1902 a 1906), mas faleceu antes de assumir o segundo.

Afonso Pena foi presidente entre 1906 e 1909 e deu continuidade à política do café com leite. Incentivou a internacionalização do mercado cafeeiro e estabeleceu a política da desvalorização da moeda nacional. Sua administração não se prendeu totalmente a interesses regionais: incentivou a criação de ferrovias e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico. Não concluiu seu mandato falecendo em 14 de julho de 1909.

Nilo Peçanha esteve à frente entre 1909 e 1910. Ele era o vice-presidente e assumiu o final do mandato de Afonso Pena. Suas ações desencadeiam uma crise na política do café com leite. Interviu na Bahia, em Sergipe, no Maranhão e no Amazonas, a fim de conter rebeliões populares. Deu continuidade à política fiscal e financeira de Afonso Pena e manteve os incentivos à construção de estradas de ferro (para escoar o café) e frigoríficos.

Marechal Hermes da Fonseca presidiu o Brasil entre os anos 1910 e 1914. Enquanto esteve no comando, enfrentou a Revolta da Chibata, promulgou a lei do serviço militar obrigatório e saneou a Baixada Fluminense. Auxiliou também a expansão das linhas telegráficas e férreas. Outro fato importante é que durante o governo de Epitácio Pessoa, foi preso como presidente do Clube Militar devido a uma conspiração militar arquitetada contra o governo, mas foi solto seis meses depois.

Wenceslau Brás foi o responsável por presidir nosso país entre 1914 e 1918.  Ele rompeu, durante o governo, as relações diplomáticas com a Alemanha reconhecendo o estado de guerra, em 26 de outubro de 1917. Foi também no seu mandato que o Brasil entrou na 1ª Guerra Mundial, em resposta ao ataque a navios brasileiros, em 26 de outubro de 1917, por submarinos alemães. Devido às dificuldades para importar produtos manufaturados da Europa durante o seu mandato, causadas pela guerra, Brás incentivou a industrialização.

Delfim Moreira ficou apenas 1 ano como presidente, que foi de 1918 a 1919. Pertencente à geração de republicanos históricos mineiros, foi deputado estadual e presidiu a província de Minas Gerais. Vice na chapa de Rodrigues Alves, assumiu a presidência em virtude da morte do titular, vítima da Gripe Espanhola. Ficou no cargo até que fossem convocadas novas eleições. No seu governo, o Brasil foi representado pela primeira vez na Conferência de Paz, em Paris, pelo senador Epitácio Pessoa. Seu curto mandato ficou conhecido como “regência republicana”.

Epitácio Pessoa esteve à frente do país entre 1919 e 1922. Desde o início do seu governo, tentou assegurar o apoio dos maiores estados da Federação. Além da construção de mais de mil quilômetros de ferrovias no sul do Brasil, a maior obra do governo Epitácio Pessoa foi o Programa de Combate à Seca no Nordeste, com a construção de aproximadamente 200 açudes. Pessoa foi também deputado no Congresso Constituinte de 1890 a 1891, Ministro da Justiça no Governo Campos Sales e exerceu simultaneamente os cargos de Ministro do Supremo Tribunal Federal e de procurador-geral da República de 1902 a 1905. Iniciou no seu governo a crise da república velha.  

Arthur Bernardes e seu mandato entre 1922 e 1926. Reformou a Constituição, em 1926, com o objetivo de restringir a exploração de recursos do subsolo. Ao deixar a presidência, foi eleito senador. Bernardes participou da Revolução Liberal, em 1923, da chamada Revolução de 1930, que tirou a oligarquia paulista do domínio federal e da Revolução Constitucionalista de 1932. Com o restabelecimento da democracia em 1945, elegeu-se novamente deputado, cargo que ocupou até a morte, em 1955.

Washington Luís foi presidente entre 1926 e 1930. Suspendeu o estado de sítio, estimulou a expansão rodoviária, aumentou a reserva de ouro, remodelou a área urbana do Rio de Janeiro e desenvolveu uma política de valorização do café. Na época da sucessão, a Aliança Liberal reuniu as oposições em torno da candidatura de Getúlio Vargas contra Júlio Prestes. As Forças Armadas depuseram o presidente da República na chamada Revolução Liberal, em 24 de outubro de 1930. Terminava aí a República Velha.

 Fonte: Agência Câmara.

Atualidades de 2020 – Morte do general Qassem Soleimani

Atualidades de 2020 – Morte do general Qassem Soleimani

O ataque dos Estados Unidos que resultou na morte do General Iraniano no dia 02 de janeiro, levantou reações no mundo todo, alguns chegaram a especular até uma Terceira Guerra Mundial. Não sabemos ainda o que esperar, mas a morte de Soleimani com certeza desequilibrou a geopolítica no Oriente Médio. Leia o nosso resumo sobre o aconteceu e não deixe de continuar pesquisando o assunto!

Quem era?

Apontado como um dos homens mais poderosos do Irã, o Major-general liderava a unidade especial da Guarda Revolucionária desde 1998.

A Guarda Revolucionária Iraniana é uma organização criada após a Revolução Islâmica de 1979. É uma espécie de exército paralelo que responde somente ao aiatolá.

– Muito próximo do aiatolá, Ali Khamenei (líder supremo do Irã), comandava a política externa do Irã.

– Reforçou o apoio ao Hezbollah no Líbano.

– Organizou a ofensiva do governo de Bashar al-Assad contra grupos rebeldes na Síria.

– Armou milicianos xiitas que lutavam ao lado das tropas de Assad.

– Apoiou grupo xiita que ajudou a combater o Estado Islâmico.

Contexto

– Desde outubro de 2019, militares e diplomatas americanos foram alvo de ataques.

– Milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá. O Irã foi acusado de estar por trás da ação.

– A invasão foi uma resposta a um ataque americano na fronteira com a Síria que matou combatentes do Iraque.

O que aconteceu?

O veículo de Soleimani foi atingido por dois mísseis, enquanto saía do aeroporto.

Morreram também no ataque Abu Mahdi al-Muhandis, chefe de milícias do Iraque que eram apoiadas pelo Irã, e Mohammed Ridha Jabri, porta-voz das Forças Populares de Mobilização.

Reações

Mohsen Rezaei, ex-comandante da Guarda Revolucionária, afirmou que o Irã vai se “vingar vigorosamente dos EUA.”

“O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos esses anos (…) se Deus quiser, seu trabalho e seu caminho não irão parar por aí, e uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram suas mãos com seu sangue e o de outros mártires”, disse o aiatolá Khamenei.

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Chuvas em BH

Incêndio na Austrália

Atualidades de 2020 – Chuvas em BH

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Janeiro de 2020 atingiu 942,8mm de chuvas em Minas Gerais, um aumento de 183% do que era esperado para o mês. Um decreto do governo do Estado colocou 101 municípios em estado de emergência devido às chuvas. Leia o nosso resumo e relacione o assunto com outros temas de geografia e física.

O 1º mês do ano de 2020 foi o mais chuvoso da história de Belo Horizonte e região metropolitana, desde o início das medições climatológicas, há 110 anos, feitas pelo Inmet.

Causas:

– Calor diurno associado à umidade típica da época

– Zona de Convergência do Atlântico Sul

– Ciclone Kurumi que passou no litoral sudeste em 22 de janeiro

– 44% do território da capital é completamente impermeável

Consequências:

– Alagamento

– Deslizamento de terra

– Destruição de ruas e avenidas

– 101 cidades em estado de emergência

– 45.059 desalojados

– 8.097 desabrigados

– 68 feridos

– 59 mortes

Continue pesquisando:

– Impermeabilização do solo

– Alagamentos históricos

– População vulnerável

– Cidades planejadas

– Alteração do curso d’água

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Atualidades de 2020 – Incêndio na Austrália

Atualidades de 2020 – Incêndio na Austrália

O incêndio da Austrália que impactou não só o país, mas o mundo todo com o aumento da temperatura e a emissão de CO2, além das vidas, animais e vegetação afetados. Leia tudo, anote e continue a sua pesquisa!

Origem

Natural

Temperaturas superiores a 40°C, vegetação seca e ventos fortes. 

Fenômeno recorrente

Acontece entre o final da primavera (novembro) e início do verão (dezembro). Em 2019, as queimadas iniciaram em setembro.

Qualquer faísca pode começar o incêndio. Casos relatados que iniciaram as queimadas no país: bituca de cigarro, tiro ao alvo, trens, cortadores de grama, relâmpagos, fogueiras. 

Áreas mais atingidas: costa leste e sul com incidência maior nos estados de New South Wales e Victoria.

Consequências

115 mil km² queimados.

30 pessoas morreram.

Fumaça tóxica: problemas respiratórios, lotação dos hospitais.

Desabrigados: 2600 casas, 6 mil prédios ou instalações destruídos.

Fauna e Flora: mais de 1 bilhão de animais (sem contar sapos e insetos), morreram.

Tópicos importantes para pesquisar

– Impacto do El Niño na região

– Emissão de CO2 na atmosfera

– Queimada fria na Austrália

– Incêndio na Amazônia e Austrália: semelhanças e diferenças.

Veja outros textos de atualidades em:

Morte do general Qassem Soleimani

Chuvas em BH

Coronavírus: O perigo para a população indígena

Coronavírus: O perigo para a população indígena

A população mundial está imunologicamente suscetível ao vírus causador da COVID-19, mas alguns povos estão em situação de maior risco. Estudos revelam que a população indígena, por exemplo, é mais vulnerável a epidemias em função de condições sociais, econômicas e de saúde. Hoje, estima-se que mais de 80 mil indígenas estão em situações de risco e correm perigo de serem dizimados caso a pandemia chegue às suas aldeias.

Um estudo de antropólogos e geógrafos liderados pela demógrafa Marta Azevedo, da Unicamp, revelou que eles são especialmente suscetíveis a vírus porque as nações atuais foram contactadas majoritariamente no século 20, durante a colonização, e tiveram pouco contato biológico com patógenos com os quais a população não-indígena já lidou. Estima-se que dos 2,5 milhões de povos indígenas que viviam no Brasil, menos de 10% sobreviveram até os anos 1600. A principal razão para o despovoamento foram doenças como a varíola, que avançaram muito além do movimento dos colonos europeus. Outro ponto importante de se analisar é que há índices de que as doenças respiratórias são a principal causa de morte entre as populações nativas brasileiras e o reflexo disso pode representar uma alta taxa de mortalidade.

Para ilustrar essa situação, dados do Ministério da Saúde apontam que doenças infecciosas e parasitárias, tipos de enfermidades considerados evitáveis, foram responsáveis por 7,2% das mortes ocorridas entre indígenas, ante uma média nacional de 4,5%. Entre as crianças indígenas com menos de um ano, as doenças respiratórias foram responsáveis por 22,6% das mortes registradas em 2019, índice só inferior ao de mortes causadas por problemas no período perinatal (24,5%).
Além de toda preocupação, há ainda uma dificuldade maior de abastecimento de itens essenciais, de acesso aos profissionais de saúde e deslocamento dos doentes graves, pela dificuldade de acesso, é um trabalho considerável de logísticas para evitar o contágio e cuidar dos doentes, até mesmo de outras enfermidades que precisam de acompanhamento durante a pandemia. São 896,9 mil indígenas no Brasil, segundo censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); deles, 64% estão na zona rural e 36%, nas cidades.

O sistema de saúde indígena brasileiro é responsável por executar políticas de auxílio é dividido nos chamados Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Atualmente existem 34 Dseis, onde seis têm maior grau de vulnerabilidade e estão na região amazônica. São elas:
Alto Rio Negro (AM) – 19.099 pessoas
Yanomami (RR) – 25.972
Xavante (MT) – 19.213
Xingu (MT) – 6.704
Kaiapó do Pará (PA) – 4.559
Rio Tapajós (PA) – 6.074

O que está sendo feito?

Aldeias em diversas regiões do país suspenderam a entrada e saída do território, interromperam a recepção de turistas e restringiram o número de reuniões e outras atividades internas. Lideranças também buscam levar informações sobre a covid-19 a outros membros das comunidades.

A Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), afirma que o poder público deve dialogar com lideranças indígenas para implementar ações de controle da covid-19 em cada comunidade e se atentar às populações indígenas vivendo próximas de grandes centros urbanos, onde há transmissão comunitária do coronavírus.

A Funai (Fundação Nacional do Índio), órgão vinculado ao Ministério da Justiça que é responsável pela política indigenista, anunciou, em 18 de março, a suspensão das autorizações de entrada em terras indígenas, com exceção das pessoas que fornecem serviços essenciais às comunidades, como saúde, segurança, alimentos e remédios.

A Funai também autorizou que as 39 coordenações regionais do órgão em todo país possam fazer contato direto com os povos indígenas isolados (ou seja, aqueles que não têm contato com outros grupos, indígenas ou não indígenas) se entenderem que isso seja necessário para protegê-los da propagação do novo vírus. Ação muito criticada, pois vai contra a política de não contato, por entender que é preciso respeitar o modo de vida dos isolados. Além disso, eles são mais vulneráveis a doenças.

Fonte:
https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/23/81-mil-indigenas-estao-em-situacao-de-vulnerabilidade-critica-em-caso-de-exposicao-a-covid-19-diz-estudo.ghtml
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52030530
https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/se-coronavirus-entrar-nas-aldeias-e-possivel-que-aumento-de-casos-seja-explosivo-alerta-especialista
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/23/Como-o-coronav%C3%ADrus-afeta-popula%C3%A7%C3%B5es-ind%C3%ADgenas-no-Brasil

A Nova Crise do Petróleo

A Nova Crise do Petróleo

A maior queda de preços do barril de Petróleo em 30 anos causou pânico no mercado de investimento no mundo todo. Vamos entender o que aconteceu?

A Arábia Saudita, líder da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), propôs um corte na produção para ajustar a oferta à demanda mais baixa de combustíveis devido ao surto de coronavírus, que ameaça o crescimento das economias, mantendo os preços estáveis.

Porém a Rússia, que também faz parte do cartel, se recusou a diminuir sua produção. A resposta da Arábia Saudita foi colocar sua produção em promoção: cortar o valor de venda do barril, iniciando um embate de proporções mundiais.

A guerra dos preços marca o fim de uma parceria entre os países que estava em vigor desde 2016 e que ajudou a reequilibrar os preços do petróleo. O preço do barril de petróleo chegou a cair mais de 30% durante o dia 9 de março, o pior resultado desde a Guerra do Golfo, em 1991. No fim do dia, a redução ficou em 20,6%.

Em relatório divulgado no início do mês, a Agência Internacional de Petróleo (AIE) estimou que o consumo de petróleo pode cair até 730 mil barris por dia este ano, o maior recuo desde 2009, quando os efeitos da crise financeira de 2008 ainda eram sentidos.

Conceitos importantes:
Opep

Com o objetivo de ganhar força frente às companhias ocidentais compradoras de petróleo, países produtores da commodity criaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, composto inicialmente pela Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, no dia 14 de setembro de 1960, na Conferência de Bagdá.

No encontro realizado em Caracas, em 1961, entre os países membros da organização, ficou estabelecido como diretrizes da Opep:

  • o aumento da receita dos países membros visando o desenvolvimento de cada um deles;
  • promoção gradativa do controle sobre a produção de petróleo com a intenção de desbancar as empresas transnacionais do mercado petrolífero;
  • unificação das políticas de produção.

Hoje fazem parte do bloco doze países, representando o Oriente Médio, África e América do Sul. São eles os cinco originais: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, somados a Angola, Argélia, Líbia, Nigéria, Equador, Emirados Árabes Unidos e Catar.

No fim, trata-se de um cartel do petróleo, controlando a produção e o preço do produto em escala global. Cerca de 75% das reservas mundiais de petróleo estão localizadas nos países integrantes da OPEP, por essa razão, é responsável por quase metade das exportações mundiais desse mineral.

Fontes:

https://valorinveste.globo.com/mercados/internacional-e-commodities/noticia/2020/03/09/entenda-a-nova-crise-do-petroleo-e-veja-ate-onde-pode-ir-a-disputa-entre-arabia-saudita-e-russia.ghtml
https://brasil.elpais.com/economia/2020-03-10/petrobras-tem-maior-queda-em-34-anos-e-guerra-do-petroleo-ameaca-afetar-ate-caixa-do-governo-federal.html
https://www.tororadar.com.br/investimento/bovespa/opep-organizacao-dos-paises-exportadores-de-petroleo
https://maisretorno.com/blog/termos/o/opep