O Grafite Contemporâneo

O Grafite Contemporâneo

O grafite contemporâneo tem suas raízes em New York e Philadelphia nos anos 70, onde após uma crise nas academias e escolas de artes dos EUA, jovens artistas buscavam  novas linguagens.

Os principais alvos dos grafiteiros americanos foram os metros, uma vez que os mesmos circundavam pelas cidades e assim mostravam os trabalhos feitos para milhões de pessoas. Os temas giravam principalmente em torno da cultura hip-hop, com letras e Tags – marcas ou assinaturas de cada grafiteiro – que foram evoluindo e ganhando características diversas.

Com passar dos tempos, os muros tornassem o suporte, o espaço de todos esses grafismos, ícones, narrativas e memórias de uma metrópole. Nasce da necessidade de passar uma mensagem. Em cada símbolo, torna os muros sociais visíveis.  É só lembrarmos-nos do Muro de Berlim construído no início da década de 1960, com o objetivo de dividir a Alemanha em duas.

A insurreição estudantil em 1968, em Paris contou com uma artilharia pesada: a tinta spray, utilizada pelos jovens para clamar, com frases de protesto, nos muros das universidades. Eles criticavam o governo, as instituições, o cerceamento à liberdade de expressão.

Com o passar dos séculos, o grafite se espalhou pelo mundo. A história do grafite no Brasil surgiu na década de 70, precisamente na cidade de São Paulo.  Surge numa época conturbada da história do Brasil, em que a população era silenciada pela censura com a ditadura militar no poder.

O Brasil atualmente ocupa uma posição de destaque. O mural Etnias, realizado pelo brasileiro Eduardo Kobra para a Rio 2016, foi reconhecido como o maior grafite do mundo pelo Guiness world records, o livro dos recordes.

A obra, com 15 metros de altura e 170 de comprimento, retrata cinco rostos indígenas de cinco continentes diferentes.

Claudia Santiago Bedê Scheufler