Gênero e Sexualidade

Gênero e Sexualidade

Gênero e Sexualidade

Pelo contrário do que parece, sexualidade não é um tema estudado apenas pela biologia. A sociologia, como ciência social, estuda gênero e sexualidade, suas variações, identidades e conflitos como fenômeno social. Portanto, podemos questionar: Que imagens de meninas e meninos, mulheres e homens estão sendo usadas nos livros didáticos das mais diversas disciplinas? O que elas comunicam para além dos conteúdos disciplinares que intencionalmente procuram ilustrar? Que ideias e tipos de famílias são utilizados para representar famílias de um modo geral? Nossas práticas reproduzem ou criticam as hierarquias nas relações de gênero?

Pois bem. Em 1948, Simone de Beauvoir em seu clássico “O segundo Sexo” revolucionou os meios intelectuais com a frase “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. A expressão causou impacto nas áreas sociais e na Psicanálise de Freud e as mulheres das mais diferentes posições, classes, militantes e estudiosas passaram a repeti-la para indicar que seu modo de ser e de estar no mundo não resultava de um ato único, natural, definida antes do nascimento, mas que, em vez disso, constituía-se numa construção: uma identidade. Fazer-se mulher dependia das formas impostas, construídas subjetivamente dos gestos, dos comportamentos, das preferências e dos desgostos que lhes eram ensinados na sociedade, cotidianamente, conforme normas e valores de uma cultura.

 Foi assim que ocorreu uma grande cisão nos conceitos “gênero” e “sexo”. Por gênero se compreende o conjunto de significados sociais, culturais e históricos associados aos sexos. Diante dele, os indivíduos produzem uma identidade, correspondente à consciência que cada tem de si mesmo. É o “sentir-se como” e um processo de internalização do papel que a sociedade atribui a um indivíduo.

Já o sexo é entendido como as características físicas, biológicas, anatômicas e fisiológicas dos seres humanos que os definem, de modo genérico, entre machos, fêmeas ou intersexos. Nessa classificação biológica, o que importa são os dados corporais, genitais e genéticos, sendo o seco uma construção natural que se nasce.

Nesse aspecto, a sociologia compreende a sexualização como processo cultural e o aprendizado social de ser masculino e feminino depende dessa manifestação externa da identidade.

As identidades de gênero se relacionam na maneira pela qual a sociedade espera que as pessoas se comportem, ou seja, como a família, igreja, escola e demais instituições sociais criam processos de naturalização nos comportamentos sexuais. Em outros termos, criam valores naturais naquilo que é valor artificial e social.

É preciso entender que respeitar a diferença se torna fundamental e isso não significa dizer que abala sua identidade própria. As muitas formas de experimentar prazeres e desejos, de dar e de receber afeto, de amar e de ser amado e amada são ensinadas na cultura, são diferentes de uma cultura para outra, de uma época ou de uma geração para outra. E hoje, mais do que nunca, essas formas são múltiplas. As possibilidades de viver os gêneros e as sexualidades ampliaram-se. Por fim, desnaturalizar tais processos não significa induzir a sexualidade de ninguém e nem mesmo obrigar um determinado comportamento, até porque nenhum indivíduo é manipulado facilmente em seus gostos, atrações como se fosse um papel dobrável a qualquer momento.

Pelo contrário do que parece, sexualidade não é um tema estudado apenas pela biologia. A sociologia, como ciência social, estuda gênero e sexualidade, suas variações, identidades e conflitos como fenômeno social. Portanto, podemos questionar: Que imagens de meninas e meninos, mulheres e homens estão sendo usadas nos livros didáticos das mais diversas disciplinas? O que elas comunicam para além dos conteúdos disciplinares que intencionalmente procuram ilustrar? Que ideias e tipos de famílias são utilizados para representar famílias de um modo geral? Nossas práticas reproduzem ou criticam as hierarquias nas relações de gênero?

Pois bem. Em 1948, Simone de Beauvoir em seu clássico “O segundo Sexo” revolucionou os meios intelectuais com a frase “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. A expressão causou impacto nas áreas sociais e na Psicanálise de Freud e as mulheres das mais diferentes posições, classes, militantes e estudiosas passaram a repeti-la para indicar que seu modo de ser e de estar no mundo não resultava de um ato único, natural, definida antes do nascimento, mas que, em vez disso, constituía-se numa construção: uma identidade. Fazer-se mulher dependia das formas impostas, construídas subjetivamente dos gestos, dos comportamentos, das preferências e dos desgostos que lhes eram ensinados na sociedade, cotidianamente, conforme normas e valores de uma cultura.

 Foi assim que ocorreu uma grande cisão nos conceitos “gênero” e “sexo”. Por gênero se compreende o conjunto de significados sociais, culturais e históricos associados aos sexos. Diante dele, os indivíduos produzem uma identidade, correspondente à consciência que cada tem de si mesmo. É o “sentir-se como” e um processo de internalização do papel que a sociedade atribui a um indivíduo.

Já o sexo é entendido como as características físicas, biológicas, anatômicas e fisiológicas dos seres humanos que os definem, de modo genérico, entre machos, fêmeas ou intersexos. Nessa classificação biológica, o que importa são os dados corporais, genitais e genéticos, sendo o seco uma construção natural que se nasce.

Nesse aspecto, a sociologia compreende a sexualização como processo cultural e o aprendizado social de ser masculino e feminino depende dessa manifestação externa da identidade.

As identidades de gênero se relacionam na maneira pela qual a sociedade espera que as pessoas se comportem, ou seja, como a família, igreja, escola e demais instituições sociais criam processos de naturalização nos comportamentos sexuais. Em outros termos, criam valores naturais naquilo que é valor artificial e social.

É preciso entender que respeitar a diferença se torna fundamental e isso não significa dizer que abala sua identidade própria. As muitas formas de experimentar prazeres e desejos, de dar e de receber afeto, de amar e de ser amado e amada são ensinadas na cultura, são diferentes de uma cultura para outra, de uma época ou de uma geração para outra. E hoje, mais do que nunca, essas formas são múltiplas. As possibilidades de viver os gêneros e as sexualidades ampliaram-se. Por fim, desnaturalizar tais processos não significa induzir a sexualidade de ninguém e nem mesmo obrigar um determinado comportamento, até porque nenhum indivíduo é manipulado facilmente em seus gostos, atrações como se fosse um papel dobrável a qualquer momento.

João Gabriel